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Centenário da morte de Theodor Herzl
(Tradução livre de Beth Hatefutsoth – http://www.bh.org.il)
Herzl nasceu dia 2 de maio de 1860 em Budapeste, Hungria, no Império Austro-húngaro (agora, Hungria), em uma família judaica de classe média. Herzl freqüentou uma escola de orientação científica em língua alemã, mas por causa do anti-semitismo local, transferiu-se, em 1875, para outra escola, freqüentada principalmente por judeus. A família mudou-se para Viena, Áustria, então a capital do Império, onde Herzl cursou a Universidade, obtendo doutorado em Direito, em 1884. Trabalhou curtos períodos, em Viena e Salzburg, mas abandonou a carreira de advogado e dedicou-se a escrever, especialmente peças de teatro; algumas delas com relativo sucesso.
Inscrição em húngaro e em hebraico indicando o local de nascimento de Theodor Herzl Foto: Andre Adler, França, 1979 Beth Hatefutsoth – Visual Documentation Center
Em 1889, Herzl casou-se com Julie Naschauer, filha de um bem sucedido empresário judeu de Viena, com que teve 3 filhos.
Tendo sido indicado correspondente em Paris do Neue Freie Presse, um jornal liberal de Viena, Herzl lá chegou com sua esposa na primavera de 1891, apenas para descobrir que a França estava dominada pelo mesmo anti-semitismo que encontrava na Áustria. Em Paris, Herzl interessou-se pela política. O caso Dreyfus convenceu-o de que existia apenas uma solução para a questão judaica: emigração em massa de judeus da Europa e seu estabelecimento em uma pátria judaica, preferencialmente na Terra de Israel.
Theodor Herzl com delegados do Dagestão – Matityahu Bogatirov (esquerda) e Shlomo Mordechayev (direita) no 6º Congresso Sionista, 1903 Beth Hatefutsoth – Visual Documentation Center Cortesia de Nissim Elishayev, Israel
Seus pensamentos e idéias cristalizaram-se num ensaio que, inicialmente, pretendia enviar aos Rothschilds, mas que foi publicado em 1896 com o título de Der Judenstaat ("O Estado Judeu"), um livro que mudou o curso da história judaica. As idéias de Herzl foram calorosamente recebidas, especialmente nos países do Leste europeu, onde grandes contingentes de judeus perseguidos estavam ansiosos por encontrar um modo de viabilizar a solução. O movimento Hovevei Zion ("Amantes de Sion") convidou Herzl a assumir sua liderança. Em 1897, o Primeiro Congresso Sionista reuniu-se em Basel, Suíça, criando o movimento sionista. Herzl foi escolhido presidente vitalício da Organização Sionista Mundial. Também fundou o Die Welt, um semanário sionista. Altneuland ("Velha Nova Pátria"), o segundo livro de Herzl, uma novela visionária que descrevia a vida no futuro estado judaico a ser criado na Terra de Israel, foi publicado em 1902.
Cartão postal com a figura de Theodor Herzl no 11º Congresso Sionista,Viena, 1913 Beth Hatefutsoth – Visual Documentation Center
Nos anos seguintes, Herzl viajou incansavelmente por toda a Europa e Oriente Médio e conduziu uma longa série de reuniões políticas com proeminentes lideranças européias na tentativa de traze-los para a causa sionista. Procurou o apoio do imperador alemão, do rei da Itália e do Papa, tentou convencer o Sultão da Turquia a permitir uma autonomia judaica na terra de Israel e encontrou-se com o ministro da Rússia com a proposta de convencê-lo a parar com a violência contra os judeus daquele país. A mais simpática oferta de apoio veio da Grã-Bretanha. Entretanto, o Quarto Congresso Sionista, de 1903, rejeitou a proposta britânica sobre a criação de uma pátria judaica no leste da África, que Herzl tendeu a aceitar como um refúgio provisório para a população judaica da Europa Oriental. Um ano depois, seus problemas de coração se agravaram e pouco depois, faleceu vítima de pneumonia em um hospital de Edlach, Áustria, dia 3 de Julho de 1904 (20 de Tamuz). Herzl foi enterrado em Viena e seu funeral foi presenciado por milhares de desolados judeus de toda a Europa. Em Agosto de 1949, atendendo a seu desejo, o recentemente estabelecido Estado de Israel trouxe seus restos mortais para Jerusalém, no Monte Herzl, que recebeu este nome em sua honra. O dia 20 de Tamuz foi declarado, em Israel, o Dia Nacional da Memória.
HFG
Bibliografia:
HERZL, Theodor. Complete diaries. Edited by Raphael Patai. Translated by Harry Zohn. 5 v. (vi, 1961 p.) illus. New York: Herzl Press [1960]
HERZL, Theodor. The Jewish state. (translated from German). Pp. 160. New York: Dover Publications, 1988.
HERZL, Theodor. Old new land ("Altneuland") (translated from German by Lotte Levensohn; with a new introduction by Jacques Kornberg.) Princeton, NJ: M. Wiener, 1997.
ELON, Amos. Herzl. iv, 448 p., [24] p. of plates: illus. New York: Schocken Books, 1986, c1975.
ELON, Amos. Hertsel (Hebrew translation by Ivri, G. Aryokh and Amos Elon). 471 p., [8] p. of plates: illus., Tel Aviv: Am oved, 1977
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