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Presidente Sergio Niskier: presidente@fierj.org.br |
2004: Ano Maimônides
Nascido em Córdoba, na Espanha, aos 13 anos teve que partir com a família para Fez, no Marrocos, pois a perseguição dos Almôadas tornou a vida dos judeus insuportável naquela região. Ou abraçavam a fé islâmica ou fugiam. Em 1165 partiu para a Palestina onde, mais uma vez, foi vítima da perseguição, agora das Cruzadas. Seguiu então para o Egito, onde se tornou médico do sultão e provavelmente um dos maiores médicos de sua geração.
Dedicado aos estudos talmúdicos e filosóficos, foi considerado a maior autoridade rabínica de seu tempo e chefe espiritual da comunidade judaica no Cairo.
Maimônides escreveu várias obras em hebraico e árabe, entre elas um tratado sobre o calendário judaico e comentários do Mishná (codificação das leis orais). Neste livro, Maimônides disserta passo a passo sobre a lei judaica e diz: "Todos que o lerem saberão toda a lei oral e não precisarão estudar qualquer ouro livro intermediário". Este código é o exemplo máximo do poder disciplinado da mente racionalista.
Sua
principal obra foi o "Guia dos perplexos" onde propõe a
concordância entre fé e razão e a necessidade de harmonizar a
religião, filosofia e ciência. Grande parte deste compêndio de três
volumes detalha a terminologia bíblica em termos racionais. É dele a
autoria da "oração do médico", além da recomendação de
abrir as janelas para que o sol e a luz ajudassem na cura dos
Maimônides acreditava que o conhecimento ajudava a elevar espiritualmente os seres humanos e que a lógica e a fé não eram incompatíveis. Admirador do pensador grego Aristóteles, Maimônides afirmava que o judaísmo só poderia ser compreendido harmonizando ensinamentos bíblicos e o racionalismo aristotélico. Fora desta relação, o judaísmo torna-se idólatra e alienado.
Segundo Maimônides, D's é um espírito puro que tem com o mundo apenas relação de razão. É incorpóreo, onisciente e onipresente. É a causa primeira e a força motora. Maimônides morreu em 1204, tendo sido sepultado em Tiberíades (Israel). Seu túmulo, em frente ao lago Kineret, é um local de constante peregrinação.
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