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» Reabre centro de documentação sobre o nazismo

Reabre no dia 06/05/10, em Berlim, com novas instalações,
o centro de documentação do regime nazi na antiga sede da
polícia política de Hitler, a Gestapo, com uma exposição
permanente que abrange uma área coberta de 800 metros
quadrados.

A mostra está centrada no regime de terror nacional socialista,
que subiu ao poder em 1933, e só seria derrubado em 1945,
mercê da vitória dos aliados na II Guerra Mundial sobre a
Alemanha nazi.

Os quatro grandes temas da exposição continuarão a ser a
tomada do poder pelos nazis, as perseguições e o extermínio
de milhões de pessoas, o fim da guerra e o pós-guerra.

A exposição, administrada pela Fundação Topografia do Terror, já existia, desde 1987, no
mesmo local histórico, a Prinz-Albrecht-Strasse 8, onde a Gestapo, os altos comandos das SS,
tropa de elite nazi, e a Reichssicherheitshauptamt (Agência Central de Segurança do III Reich)
tinham a sede, formando uma autêntica central do aparelho repressor nazi, numa área de 4,5 hectares, equivalente a cinco campos de futebol.

As numerosas fotos e placas alusivas da exposição estavam, no entanto ao ar livre, em instalações provisórias, nas ruínas da cave do edifício bombardeado durante a ofensiva sobre Berlim das forças do exército soviético.

O novo centro de documentação estava planeado desde meados dos anos noventa, com base num projeto do arquiteto suíço Peter Zumthor, que idealizou um prédio assente em colunas de betão.

O exorbitante custo da obra, no entanto, levou o Senado de Berlim a mandar parar a construção,
em 2000, depois de já terem sido gastos 10 milhões de euros, e a ordenar a destruição das colunas já erguidas, quatro anos depois.

Em 2005, realizou-se novo concurso, ganho pelos arquitetos alemães Úrsula Wilms e Heinz W. Hallmann, que se decidiram por um prédio retangular, discreto, mas funcional.

Na cerimónia inaugural falarão o presidente da Alemanha, Horst Koehler, o ministro da Cultura,
Bernd Neumann, o presidente da Fundação Topografia do Terror, Andreas Nachama, e a presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Charlotte Knoblauch, nomeadamente.

Os custos do projeto fracassado e do novo projeto, entretanto assumido pelo governo federal, e
levaram-se a 38,5 milhões de euros, 22,2 milhões dos quais para o novo edifício e a área circundante, segundo o Ministério das Obras Públicas.

Mesmo nas anteriores instalações precárias, o memorial já era uma das grandes atrações turísticas de Berlim, e acolhia mais de meio milhão de visitantes por ano.

Devido aos estragos causados pela Guerra e, a partir de 1961, à construção do Muro de Berlim, que tornou a sua localização marginal, na parte ocidental da cidade, o histórico local esteve dezenas de anos caído
no esquecimento.

Nos anos setenta, porém foi redescoberto, e após obras para colocar a descoberto o que restava da central da Gestapo, abriu ao público como centro de documentação, em 1987, por ocasião da passagem do 750.º Aniversário da elevação de Berlim a cidade.


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Gudjohnsen é acusado de fazer saudação nazista na Inglaterra

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