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Presidente Sergio Niskier: presidente@fierj.org.br |
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ENTIDADE EM FOCO
Amigos do Memorial Judaico de Vassouras
Benyosef ao visitar o local, constatou o abandono do terreno e a precariedade da única pedra tumular (matzeiva) existente, que pertencia a Morluf Levy, de ascendência marroquina e que havia falecido naquela cidade em 1879. O outro, Benjamim Benatar, tambem de origem marroquina, falecera 1852 e sua pedra tumular desaparecera há muito tempo. Para preservar a história, Egon e Luiz idealizaram então, aquele que seria o primeiro plano para recuperar o antigo jardim. Infelizmente na época Egon Wolff estava bastante doente e vindo a falecer poucas semanas depois.
Em meados de 1991, sua esposa Frieda junto com Luiz decidiram retormar o projeto não concluído. Para finaliza-lo convidaram um diretor do Cemitério Comunal Israelita do Rio de Janeiro, Alberto Salama e o José Kogut, para fazerem parte deste grupo de trabalho. Uma série de reuniões, viagens à Vassouras e contatos com as autoridades locais tiveram início. O paisagista Roberto Burle Marx, amigo de Luiz, participado informalmente, ficou entusiasmado com a idéia e solidário com o propósito de criar mecanismos que pudesse auxiliar no trabalho de preservação dos idosos carentes moradores do asilo, além de resgatar um elo da história que estava se perdendo, ofereceu-se para fazer o projeto. Durante alguns meses Burle Marx assessorado pela arquiteta Claudia Rosier finalizou o projeto. Seria um Memorial composto por canteiros, ornamentados com flores do serrado brasileiro, com formato de casulos. No casulo central as duas pedras tumulares. Segundo Burle Marx a idéia do casulo, casa de abelhas, seria para simbolizar nossa condição humana que sempre, como as abelhas, tendemos retornar para nossos casulos - nossas casas -. O Memorial representa a “casa de todos nós”.
Independente de credos todos se uniram no esforço. O Prof. Azuil Lasneaux, então diretor da Irmandade da Santa Casa imediatamente cedeu o terreno para a obra. A Prefeitura Municipal através do seu prefeito, Severino Dias e de suas secretárias, deram todo o apoio necessário. O saudoso Prof. Severino Sombra de Albuquerque, então presidente da Fundação Universitária Severino Sombra e um dos mais entusiastas pelo projeto, cedeu toda a mão de obra necessária. O Cemitério Comunal Israelita do Cajú, do Rio de Janeiro, custeou todas as despesas de material. Seria mais um monumento em uma cidade privilegiada pela história. Vassouras tem um passado de glórias, por ser uma das cidades pertencentes ao glorioso ciclo brasileiro do café, do século XIX. Uma parte da cidade já era tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, inclusive os terrenos onde se situava a antiga Santa Casa, hoje Asilo Barão do Amparo.
O Memorial Judaico de Vassouras é constituído de plantas ornamentais como pinheiros e plantas nativas regionais. Devido a este fato requer muito cuidado e atenção diária Para tornar este trabalho possível um novo grupo de pessoas, incluindo Frieda Wolff e Luiz Benyosef, fundaram a Sociedade Amigos do Memorial Judaico de Vassouras que através de uma pequena contribuição anual de seus membros, zela e paga os trabalhos de manutenção necessários para a preservação do Memorial. No final de cada ano, depois da prestação de contas da tesouraria, o dinheiro excedente é doado para o asilo que funciona no local, e onde funcionava o antigo hospital do século passado. A contribuição destas pessoas é muito importante pois além de preservar o monumento, auxilia na manutenção de mais de uma centena de pessoas idosas, em sua maioria vinda de famílias muito pobres do município de Vassouras e de cidades vizinhas.
O Memorial Judaico de Vassouras é um monumento de dimensões muito pequenas mas gigante em seu significado. Em um pequeno pedaço de terra, dentro de uma instituição cristã, repousam dois judeus, imigrantes de um país distante, mas que aqui encontraram repouso, evidenciando o grande espírito de solidariedade e senso de igualdade do bom povo brasileiro. Ele é um símbolo que reverencia a todos os imigrantes que aqui chegaram e que a despeito de suas origens, religião e tradição, tornaram-se irmãos integrando-se a comunidade nativa e no fim, tal qual as suas histórias, misturaram seus próprios corpos com o solo do país que os acolheu e que lhes deu a última morada.
Diretoria 2005 - 2007 Presidenta Emérita: Frieda Wolff Presidente: Luiz Benyosef Vice-Presidente: Hertz Uderman Vice-Presidente Administrativo: Paulo Cohen Vice-Presidente Social: Helio Sznejder Vice-Presidente Relações Públicas: Miriam Baron Primeira Tesoureira: Vera Cohen Segunda Tesoureira: Rosa Sznejder Diretor Vogal de Relações Públicas: Stefi Weiss Primeira Secretaria: Jurema Vitorino Segunda-secretária: Julieta Villela
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