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LIBERTAÇÃO

Quarenta anos depois, os efeitos da Guerra dos Seis Dias já podem ser muito bem analisados. Ameaçado em todas as suas fronteiras em junho de 1967, o Estado de Israel reage, lança uma operação militar fulminante e acaba com o risco de ser destruído pelos exércitos vizinhos. Em uma campanha de larga envergadura as Forças de Defesa de Israel ultrapassam as linhas do armistício de 1949 e estabelecem um novo status na região.

Pela primeira vez desde que o Estado de Israel foi estabelecido pela ONU, judeus de todo o mundo puderam visitar o Muro das Lamentações, local mais sagrado da tradição judaica, que hoje recebe todo e qualquer cidadão, de qualquer credo, de qualquer origem. Há 40 anos atrás, Jerusalém foi reunificada, e aberta a todos, tornando aquele momento, o momento da LIBERTAÇÃO DE JERUSALÉM.

O nome da cidade em hebraico, YERUSHALAIM, vem de YR SHALOM. A cidade da PAZ, lembrada há milênios, em todas as orações diárias de judeus em qualquer lugar do planeta, hoje uma cidade reunificada para sempre.

Entre 1949 e 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia encontravam-se sob domínio político e militar do Egito e da Jordânia. Incluindo a chamada parte velha de Jerusalém, onde fica o Muro das Lamentações e todo o bairro judaico.

Durante estes anos, enquanto o Estado de Israel se desenvolvia, sem os recursos do petróleo, as populações de Gaza e Cisjordânia não se emanciparam e viviam com as condições geradas pela política dos governos egípcio e jordaniano da época. Nada de positivo foi feito nestas regiões, e ao contrário investiram na disseminação do ódio contra os israelenses. E as ameaças continuaram, gerando a guerra de 1956 no Suez, e outras campanhas militares.

Em 1967, estas regiões passaram a ser controladas por Israel, e é importante registrar, que acordos de PAZ foram assinados justamente com o Egito e com a Jordânia, sem que Gaza e Cisjordânia constassem dos pleitos de devolução daqueles países. Israel devolveu todo o Sinai, complexos turísticos, poços de petróleo, instalações as mais diversas, estabeleceu acordos comerciais, turísticos, industriais e políticos.

Portanto também estes territórios foram libertados em 1967. A população que lá vivia como bucha de canhão e usada para efeito político, abandonada, tem hoje a possibilidade de estabelecer o seu Estado. Nunca é demais recordar o ocorrido em 1970, quando a Jordânia combateu os palestinos e expulsou grande parte deles, com mais de 10.000 mortes, no episódio conhecido por Setembro Negro.

Infelizmente assistimos há muito tempo, a violência na região. Atingindo as populações civis que certamente não desejam ir aos enterros de seus filhos. Israel não está mais em Gaza, e anseia pelo fim da violência. Continua a tentar os acordos de Paz, apesar de diariamente estar sendo atingido pelos mísseis Kassan enviados de Gaza.

O que se deseja, é que cessem os ataques terroristas, com renúncia total da violência, e que a exemplo do ocorrido entre Israel, Egito e Jordânia, possa o futuro mais próximo possível, nos brindar com o estabelecimento da relação pacífica entre israelenses e palestinos, nas terras libertadas em 1967.

Sergio Niskier - presidente da FIERJ

Guerra dos Seis Dias na Globo News

A partir de domingo que vêm, dia 10, a Globo News vai apresentar uma série de programas fruto de um grande trabalho jornalístico no Oriente Médio sobre a Guerra dos Seis Dias e suas conseqüências. Infelizmente os programas irão ao ar apenas na TV a cabo, deixando de fora as dezenas de milhões de telespectadores de TV aberta. Os programas serão aos domingos, às 23h, ainda sem definição de reapresentação. Sugerimos gravar.

Guerra dos Seis Dias em Comunidade na TV

Conforme anunciamos em nosso último Informe Digital e no programa do dia 4, neste domingo, dia 10, teremos um programa especial sobre a Guerra dos Seis Dias, com um documentário sobre o conflito e uma homenagem especial aos 40 anos de libertação e reunificação de Jerusalém como a capital indivisível do povo judeu. Guerras são marcadas pelo dia de seu término, no caso dia 11 de junho e não pelo seu começo.

Comunidade na TV vai ao ar pela CNT/TVJB, canal 9 e 22 (cabo) às 12:15h de todos os domingos, com reapresentação no canal 14 (NET-RJ) às 18:00h, seguido de 45 minutos de música judaica. O programa de domingo fica disponível pelo YouTube na terça-feira.

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